Ribatejo

Ribatejo: como é bom descobrir a gastronomia da Lezíria do Tejo

Entre a folia do Carnaval em Samora Correia e um bom naco de toiro bravo na brasa ou avinhado, muitos lisboetas fazem-se à estrada com um roteiro bem definido do ponto de vista gastronómico. Uns optam por umas postinhas de sável do rio com açorda de ovas e ficam-se por Vila Franca de Xira. Outros, decidem dar uma saltada a Salvaterra de Magos e desfrutam do mês da enguia. Entre o ensopado e as enguias fritas com um arrozinho malandro. E um bom vinho caseiro da região. Depende do restaurante onde se decidir comer.

Nas margens do rio Tejo e em toda a região do Ribatejo é possível comer umas postinhas de sável, um peixe nobre da Lezíria
Foto: D.R

Para os apaixonados por um bom arroz de lampreia, também podem vir até ao Ribatejo que não sairão daqui defraudados. Antes pelo contrário.

Mas as terras do aluvião, a lezíria e a Charneca têm outras alternativas para todos aqueles que não apreciam muito o peixe do rio. Em Benavente, Almeirim ou Coruche existe sempre a possibilidade de comer um bom naco de toiro bravo. Estufado, cozido ou grelhado. À vontade do freguês.

Em Maio, a Câmara Municipal de Coruche organiza um festival gastronómico dedicado aos “Sabores do Toiro Bravo”. Um festival a não perder.

A jornalista Alexandra Prado Coelho e o fotojornalista Nuno Ferreira Monteiro decidiram também eles vir até à Lezíria do Tejo para descobrirem a nossa gastronomia e admirarem as belas paisagens avieiras. E descobriram muita coisa. Basta ficar atento à prosa da Alexandra que vem publicada no suplemento “Fugas” que é distribuído com o jornal “Público” todos os sábados. Vale a pena ler e guardar.

A questão que intrigou Alexandra Prado Coelho: O que se come nas terras da Borda d’Água? foi esclarecida por alguns mestres da gastronomia ribatejana.

Quem não for apreciador de peixe poderá optar por um bom naco de carne de toiro bravo
Foto: D.R

“Durante alguns dias vamos à procura dos sinais dessa tradição gastronómica feita de grande escassez, e da consequente capacidade de fazer muito com pouco que caracteriza as “cozinhas pobres” por todo o mundo; mas feita também das grandes casas senhoriais desta região, das importantes produções agrícolas, dessas vastas propriedades com cereais, vinha, oliveiras, desses arrozais que tanto marcam a paisagem”, escreve a jornalista.

Armando Fernandes, investigador da história da gastronomia e autor de vários livros entre os quais um, o mais recente: a Carta Gastronómica da Lezíria do Tejo, feita com a Confraria da Gastronomia do Ribatejo, e “que é uma recolha de receitas e testemunhos sobre como se comia antigamente nesta região que tem no seu centro o rio que banha também Lisboa”, fez questão de acompanhar os dois jornalistas do “Fugas”.

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