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“Geocaching”: há caixas escondidas para descobrir no Ribatejo

Este é um jogo praticado ao ar livre e que convida a conhecer melhor a história e o património locais, assim como a explorar a natureza. Basta instalar a aplicação (disponível em www.geocaching.com) no telemóvel, fazer o registo de utilizador e seguir as coordenadas de GPS para encontrar as caixas escondidas – conhecidas por “caches” (e que, na prática, são pequenos recipientes, com vários objectos deixados pelos “geocachers”, em que consta também um livro para registar o nome de quem vai fazendo as descobertas). Muge, Glória do Ribatejo, Marinhais e Salvaterra de Magos são algumas das localidades onde é possível descobrir várias “caches”.

Através da aplicação é possível visualizar, num mapa, os pontos geográficos onde se encontram as “caches”. Algumas delas têm comentários e até fotografias de utilizadores que já as descobriram (mas sem que nunca seja revelada a posição exacta da “cache”). Tanto os comentários como as fotos podem servir de ajuda, já que, em muitos casos, são facultadas pistas para que seja mais fácil encontrar as caixas.

Exemplo de uma “cache” (neste caso, um recipiente de plástico), na qual se encontram diversos objectos e um pequeno livro que serve para os “geocachers” assinarem e datarem a sua descoberta.

Existem vários tipos de “caches”: micro-caches (pequenos recipientes onde quase só cabe o livro de registo – as mais comuns são feitas a partir de rolos fotográficos de 35 mm); multi-caches (necessitam de uma visita a um ou mais pontos intermédios para determinar as coordenadas da “cache” final); e, entre outras, caches-mistério (o “geocacher” terá de resolver um enigma para encontrá-las).

Numa das “caches” localizadas em Muge (colocada há praticamente 10 anos, nas imediações do Palácio da Casa Cadaval),  é possível encontrar no seu interior um pequeno livro explicativo sobre o “Geocaching” (assegurando, deste modo, que o recipiente não é levado do local, no caso de ser encontrado acidentalmente), um livro de registos, cartões de visita, objectos decorativos e apontamentos dispersos que contam quer a história da “chache”, quer do local propriamente dito. Tudo isto encontra-se no interior de um receptáculo de plástico, cuja dimensão ronda os 20 cm. Ditam as regras que quem descobre este tipo de caixa pode levar um objeto, deixando outro em troca.

Vista geral do Palácio da Casa Cadaval. Algures por aqui está uma “cache”, colocada pela primeira vez há cerca de 10 anos. Dezenas de “geocachers” já a descobriram.

«Hotel Jackson» é o nome de outra “cache”, localizada em Glória do Ribatejo. Esta caixa (já com 7 anos de existência), no entanto, é bastante mais pequena (trata-se de uma micro-cache) e, para encontrá-la, é preciso redobrar a dose de paciência (está de facto bem escondida e colocada de forma bastante original).

Baptizada de «Hotel Jackson», a “cache” localizada em Glória do Ribatejo encontra-se próxima do monumento de homenagem aos combatentes do Ultramar.

Mas atentando às pistas deixadas pelos utilizadores na aplicação do “Geocaching”, consegue-se chegar lá. O interior desta “cache” tem apenas um minúsculo livro de registos, com a assinatura de quem já a descobriu. Tal como pode ser confirmado nos livros de registos, a maior parte das diferentes “caches” localizadas no Ribatejo têm sido descobertas por utilizadores de todo o país e até por “geocachers” estrangeiros.

Em Portugal, existem mais de 30 mil “caches” activas. Estima-se que o número de participantes portugueses inscritos no “Geocaching” ultrapasse já os 50 mil. Este jogo à escala global começou em 2000, quando, a 3 de Maio desse ano, Dave Ulmer decidiu fazer e esconder uma “cache” nos bosques de Beaver Creek (no estado de Oregon), nos EUA.

O norte-americado David Ulmer foi pioneiro no “Geocaching”. Em 2000, escondeu uma caixa com pequenos objectos, num bosque, e partilhou as coordenadas do local num site frequentado por utilizadores de dispositivos com GPS.

Ulmer partilhou as coordenadas do local num site de utilizadores de GPS e, desde então, multiplicaram-se as caixas escondidas um pouco por todo o mundo. Inicialmente, o jogo designou-se “GPS Stash Hunt” (por iniciativa do norte-americano Matt Stum) e, desde 2000, passou a ser conhecido por “Geocaching”.

Por Abílio Ribeiro [Quântica | Conteúdos]

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