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Miguel Patrício: gestor de descendência ribatejana irá liderar o império Kraft-Heinz

O apelido «Patrício» é sobejamente conhecido em Mação, no distrito de Santarém. É uma família grande, de 10 irmãos. O mais velho, engenheiro civil, era o pai de Miguel Patrício. Será ele quem, a partir de 1 de Julho, vai estar à frente dos destinos da companhia multinacional Kraft-Heinz (que detém marcas como a Heinz ketchup ou o queijo Philadelfia). Missão: reposicionar a empresa internacional. Isto depois de, em 2018, os prejuízos da Kraft-Heinz terem ultrapassado os 10 mil milhões de dólares.

Miguel Patrício nasceu em 1966, tendo estudado e trabalhado, desde cedo, no Brasil. Desde o início da carreira que desempenhou funções no ramo alimentar, tendo passado por empresas como a Coca-Cola, a Johnson & Johnson e a Philip Morris. Desde 1998 que trabalhava no grupo Anheuser-Busch InBev, proprietário das cervejas Budweiser, Corona Extra e Stella Artois. Foi em 2012, aliás, que assumiu o cargo de director de marketing destas marcas.

O anúncio da ida de Miguel Patrício para a Kraft-Heinz foi feito esta semana. A este propósito, o gestor português afirmou: «o meu perfil pode ajudar o futuro. Não é uma questão de gostar do que aconteceu, é uma questão de perceber o futuro. Temos de liderar, não seguir». Adiantando que pretende seguir uma estratégia focada na antecipação de novas tendências no mercado alimentar, Miguel Patrício frisou ao Financial Times que «não há nada mais doce na vida do que uma reviravolta». A Kraft-Heinz conta com cerca de 39 mil trabalhadores no mundo inteiro. A escolha do seu nome para CEO da empresa foi consensual entre todos os membros da administração.

A eterna ligação a Portugal

Miguel Patrício não renega as suas origens. Na passada semana, em entrevista ao Observador, confessou: «a minha irmã mora em Portugal, tal todos os meus tios e os meus primos. Tenho casa em Portugal, na Beira Baixa, estou a construir uma em Caxias. Cada dia sou mais fã de Portugal, eu amo o país, adoro a evolução que tem tido, um país que está na moda. Lisboa cada vez mais bonita. Cada dia sou mais português. Amo a música portuguesa, adoro perceves, acompanho o Benfica todos os dias, sou fã do João Félix que acho que é um jogador incrível, o melhor jogador do mundo».

Diz ainda que continua a ser amigo de alguém que, hoje, todos conhecem: o juiz Carlos Alexandre (cujo nome está associado ao processo da Operação Marquês). «Os meus pais eram de Mação. Quando eu era miúdo, tinha um clube com alguns amigos de Mação, que era o ‘clube dos sete’. E o meu companheiro-mor chamava-se Carlos Alexandre! O mesmo que é hoje célebre em Portugal. Os dois, meninos em Portugal, a brincar às escondidas e à apanhada, no ‘clube dos sete’. Eu tratava-o por Carlitos», recorda Miguel Patrício.

Por Abílio Ribeiro [Quântica | Conteúdos]

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