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Tudo aponta para uma Greve: Motoristas de matérias perigosas recusam proposta do Governo

O representante do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques disse aos jornalistas que os trabalhadores não vão cancelar a greve “em troca de uma promessa de desencadear um processo que já antes aconteceu e que não teve resultados”.

Em resposta à pergunta colocada pela repórter Luísa Pinto do jornal “Público” sobre se iria aceitar a proposta do ministro das Infraestruturas e Habitação (MIH) que lhes foi colocada ontem, Pedro Pardal Henriques respondeu que vai colocar a proposta aos sócios do sindicato, mas avisa que a greve só será levantada depois de a Antram responder aos sindicatos. “Agradecemos o empenho do sr. ministro e aceitamos levar aos sócios, mas a greve só será desconvocada quando a Antram aceitar (ou pelo menos contrapropor de forma séria e honesta) relativamente aos temas que para estas pessoas são imprescindíveis e que foram ontem entregues ao Ministério”, esclarece o advogado. Para os membros do SNMMP está tudo na mesma: “A greve só depende da Antram”. “Têm até sexta-feira para dizer se querem ou não que se faça greve”, termina.

O ministro Pedro Nuno Santos ainda tem esperança que se chegue a um acordo entra patrões e motoristas
Foto: D.R

Segundo o jornal “Público”, o Código do Trabalho prevê que o Governo apresente uma proposta no prazo de 30 dias depois de arrancar um novo processo negocial, se a greve de dia 12 for suspensa. Patrões e sindicatos terão depois dez dias para decidir. Prazos empurram eventual solução para o fim de Setembro, a poucos dias das eleições legislativas. E isso não interessa aos sindicatos que agendaram a Greve para o próximo dia 12 de Agosto.

Motoristas dizem que não têm de fazer cargas e descargas, a não ser que o decreto dos serviços mínimos a isso os obrigue. Mas avisam que irão posteriormente impugnar esse eventual despacho ministerial.

No próximo sábado de manhã o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), tem agendado um plenário com os seus associados, em Leiria.

E à tarde, os motoristas de mercadorias vão juntar-se aos seus companheiros de matérias perigosas, em Aveiras, para decidirem em conjunto se haverá greve na segunda feira ou não. Portanto vão ser os associados dos dois sindicatos a decidir se haverá greve ou não.

E se houver greve na segunda feira, convém saber quais são os postos de abastecimento que vão estar a funcionar.

José Peixe – Com jornal “Público” e Agência Lusa.

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