Benavente

É bom que se investigue as causas que provocaram a queda de Nelson Lopes

Ontem ao final do dia, enquanto esperava o final do plenário dos motoristas de mercadorias e de matérias perigosas em Aveiras de Cima, tive a oportunidade de ler um post do meu amigo Nelson Lopes, cujo título era o seguinte: “A queda do palco, o senhor presidente e o munícipe de segunda.”

Enquanto editor do “Ribatejo News” e jornalista, não ficarei de braços cruzados. Não é esse o meu comportamento perante um acidente que podia ter vitimado um ex-camarada de profissão. Mas que fique bem claro que não vou investigar este assunto por se tratar do Nelson Lopes. Essa investigação deve ser feita independentemente da pessoa em questão.

E para começar as investigações enquanto repórter, convém levantar duas questões fundamentais:

1.º – Porque deram autorização para desmontar rapidamente o palco onde ocorreu o acidente, quando perceberam que o mesmo não estava em condições?

2.º – Disseram que esse palco ia ser montado nas Festas Barrosa, mas a verdade é que não aconteceu nada disso. Mentiram. Alugaram ou não um palco para as Festas da Barrosa?

E passo a transcrever na íntegra o que escreveu Nelson Lopes:

– «No passado dia 21 de julho sofri um grave acidente com queda do palco das Festas do Porto Alto. Sofri fratura dos arcos costais posteriores com lesão no pulmão, fratura da clavícula e vários traumatismos. Estive internado em cuidados intensivos e intermédios e estou em recuperação.

Estou incapacitado para o trabalho, sem vencimento nem baixa da segurança social. As despesas realizadas e previstas são expressivas mas só serão pagas no final do processo que não sei quando será. Felizmente não passo dificuldades mas podia estar numa situação de enorme debilidade. A família, os amigos e alguns elementos da comissão de festas manifestaram total apoio.

Como é público, o palco de onde cai é da Câmara Municipal de Benavente que é parceiro da comissão de festas na organização. A autarquia apressou-se a desmontar a estrutura para colocar nas Festas da Barrosa mas acabou por alugar um camião palco para a Barrosa e não arriscou montar a malvada estrutura que quase foi o palco da morte.

Os acidentes acontecem e as causas serão apuradas. Não critico nem acuso ninguém. Eu estava no sítio errado em hora errada, mas felizmente estou cá para recuperar e para continuar a fazer mais e melhor pelas minhas gentes.

O que leva o presidente da Câmara Municipal de Benavente a adoptar um comportamento estranho
Foto: D.R

As dores físicas são quase insuportáveis, mas as dores de alma também me causam enorme sofrimento.

Até hoje não tive um contacto do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Benavente, Carlos Coutinho, ou dos seus variados assessores, como seria normal numa situação deste género. Eu estava em trabalho voluntário ao serviço da nossa comunidade.

Apesar de ter rejeitado todas as tentativas de contacto, o Senhor Presidente quando questionado em reunião da CMB pelo vereador do PS Pedro Pereira teve o desplante de afirmar que o cidadão Nelson Lopes tinha um comportamento de permanente falta de consideração pelo Presidente da Câmara e por isso não lhe merecia nenhuma reação.

Que falta de sensibilidade e de carácter. Tanto rancor e ódio só porque sou honesto e recusei fazer o que Coutinho queria Só porque não vendi a alma ao Diabo?

Passaram 20 dias do acidente e até ao momento não tive qualquer contato do Senhor Presidente apesar de insistentes tentativas. Estive para ir à última reunião pública mas fui aconselhado a não o fazer porque o Senhor Presidente poderia fazer nova tentativa de humilhação e estou fragilizado.

A D. Virgínia, funcionária da câmara no gabinete presidencial foi a única que educadamente me respondeu informando que o Senhor Presidente a incumbiu de transmitir que o assunto estava com o vereador Hélio Justino. Tentei contacto com o Senhor vereador que já manifestou disponibilidade em falar comigo, mas que 20 dias depois ainda não tinha tido tempo para um simples telefonema.

O meu Estado de Alma não tem a ver com o facto de me julgar importante para merecer a atenção do Senhor Presidente ou vereadores. Fosse quem fosse a vítima, o Senhor Presidente tinha a obrigação moral de contactar a família como fez nos casos dos munícipes a quem a câmara pagou e vai pagar indemnizações por danos causados em festas ou em obras públicas.

Mesmo a recuperar do acidente que lhe ia provocando a morte, Nelson Lopes promete levar este processo até à justiça
Foto: D.R

Fiquei a saber que para o Senhor Carlos António Pinto Coutinho sou um munícipe de segunda que não merece o ar que respira e a água que bebe. Ignora o Senhor Presidente que sou um dos cidadãos deste concelho que, apesar de dar muito de si a troco de nada à comunidade, também paga chorudos impostos para custear o salário, carro, telemóvel e mordomias. E já agora, sou um dos otários que vai pagar a pensão principesca que o Senhor Coutinho garantiu aos 45 anos por ter mais de 12 anos de autarca.

Por agora fico-me por aqui. Desejando que o bom senso prevaleça e que alguém na Câmara assuma a gestão deste processo com urbanidade para se resolver a bem, como é natural entre pessoas bem formadas e com valores para o exercício de funções públicas..

Grato a todos os que me têm apoiado e são dezenas.
Bem Hajam, o Nelson vai aparecer mais forte que antes.»

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