Jornalismo de Proximidade

Aposta no Jornalismo de Proximidade

Depois de 30 anos como jornalista profissional, nesta fase da minha vida, decidi dedicar-me de corpo e alma a este jornal digital. Um jornal que pretende ser uma janela aberta para o Mundo, mas cujo foco de interesse é a região do Ribatejo Sul.

Este projecto do ”ribatejonews” vai dar primazia aos concelhos da borda d´água e alguns da charneca. Será uma aposta no jornalismo de proximidade.

Não quero com isto dizer que os concelhos do Norte do distrito de Santarém não mereçam destaque. Nada disso. O Ribatejo será o epicentro deste projecto que agora começa a ver a luz do dia.

Hoje como sempre, os projectos independentes precisam de uma cidadania activa e informada. Estou consciente dos desafios que me esperam, enquanto director do “ribatejonews”. E garanto-vos que não me darei por vencido e darei sempre o meu melhor em prol da minha região e dos meus conterrâneos ribatejanos.

Sou um homem da Charneca Gloriana mas nutro um amor especial pela minha região que é o Ribatejo. A campina e as terras do aluvião estão-me no sangue. A festa brava também. E a força natural dos rios Tejo, Zêzere e Sorraia dão-me mais energia para tocar este projecto por diante.

Um projecto editorial local que será independente de todos os poderes. Um jornal que apesar de ser do Ribatejo não ficará alheado às mudanças que ocorram em Portugal e no Mundo.~

Enquanto for director do “ribatejonews” ele será um jornal livre, inconformista, irreverente e crítico. Um jornal empenhado em promover os valores do seu estatuto editorial, no qual se consagra o apego à democracia, o respeito pelo Estado de direito, a liberdade de expressão, a protecção das minorias, o culto da tolerância, a subscrição dos ideais da construção europeia e a certeza de que, como portugueses, fazemos parte de um mundo que nos influencia e no qual temos o dever de participar.

A experiência de 30 anos como profissional diz-me que fazer jornalismo hoje é um desafio hercúleo. Como escreveram os meus camaradas Manuel Carvalho, Amílcar Correia, Ana Sá Lopes, David Pontes e Tiago Luz Pedro:

– “O espaço de tolerância em relação às ideias e opiniões dos outros reduziu-se, entre nós como no mundo. O empenho em perceber e aceitar diferentes pontos de vista, o cimento básico de uma sociedade nacional tolerante e a cola indispensável da coexistência democrática, está em recuo. O dever de escrutinar o poder político, seja o Governo ou a oposição, dá cada vez mais lugar à produção de anátemas ou de certezas sectárias que menosprezam a exigência, a defesa do interesse público ou a factualidade verificada. A crescente propensão, muito inflacionada pelas redes sociais, de se analisar o que se publica a partir de trincheiras ideológicas, partidárias ou clubísticas estimula o vazio onde germina o populismo, a xenofobia e os radicalismos. A pós-verdade e/ou a verdade pessoal, relativa e insusceptível de questionamento, ganharam terreno. A crise da imprensa é em grande medida um espelho da crise do espaço público – mas, reconheçamo-lo, é também, e com excessiva frequência, uma das suas causas.”

Pensar um projecto como este e assumir a direcção editorial do mesmo, é o mesmo que pegar um touro bravo de caras. É quase a missão de um moço forcado.

Não tenho dúvida, que é na Internet que o jornalismo de proximidade e de denúncia vai cimentar o seu futuro. E o “ribatejonews” nasceu para isso mesmo. Para dar voz a todos aqueles que vivem no Ribatejo.

José Peixe – Carteira Profissional de Jornalista n.º 552 A

Back to top button
Close
Close